Museu Tramas Daqui

referências

Listagem de materiais:

Arranha gato (Bignoniaceae unguis-cati)

Variações: cipó-de-gato, cipó-de-morcego, unha-de-gato.

Características: Espinheiro com pontas semelhantes às unhas de um gato, suas ramas avançam e se entrelaçam entre si e com outras plantas, formando um emaranhado. Uma das espécies mais abundantes e características de vegetação em estágio inicial de regeneração da Mata Atlântica.

Cambira (Mansoa difficilis)

Variações: cipó-de-sino, cipó-cambira, cipó-de-cobra, cipó-alho.

Características e utilizações: abundante no litoral do Rio de Janeiro até Santa Catarina, é conhecido por sua flor roxa. Seu cipó é usado pelos pescadores para tramar os tipitis, cestos comumente usados para transportar peixes

Cipó-una (Arrabidaea brachypoda)

Variações: cervejinha do campo, tintureiro. Pertence à Família Bignoniaceae.

Características e utilizações: O cipó-una é uma planta medicinal conhecida pelas suas propriedades diuréticas que ajudam no tratamento de diversas doenças nos rins ou fígado. Na preparação de chás, tinturas ou extratos concentrados são usadas as raízes desta planta medicinal. Sua cor amarelo-avermelhada é extremamente valorizada na produção do artesanato.

Fibras do palmito juçara (Euterpe edulis)

Variações: palmito-doce, iuçara e jiçara.

Características e utilizações: É o popular palmito, amplamente utilizado na culinária do Brasil. Seu tronco é formado por uma madeira considerada leve, resistente e de boa durabilidade – se mantida fora da umidade. Possui também uso medicinal, pois pode-se cortar um pedaço do caule e espremer até sair um líquido que é pingado em feridas abertas com o intuito de estancar o sangramento. Várias partes podem ser usadas para o artesanato, como as folhas e o caule jovem.

Embaúba (Cecropia pachystachya)

Variações: embaúva, imbaúba, umbaúba, umbaubeira, ambaíba, árvore-da-preguiça, umbaúba-do-brejo.

Características e utilizações: Pioneira e rústica, ideal para início de reflorestamento em áreas degradadas. Atrativa para fauna, oferece alimento para pássaros, bichos preguiça e serve de morada para vários tipos de insetos, como formigas e cupins.

Cipó-Imbé (Philodendron bipinnatifidum, philodendron imbe)

Variações: cipó-imbé, fruto-de-imbé, guembê, imbé, imbé-de-comer, banana-de-imbé.

Características e utilizações: Planta trepadeira da família das aráceas, nativa de diversos países da América do Sul e de várias regiões do Brasil. Apresenta folhas brilhantes na página superior e bagas cilíndricas, de coloração amarelo-avermelhada. Trata-se de um cipó raro, muito valorizado na produção do artesanato.

Pente de macaco (Amphilophium crucigerum)

Variações: pente-de-macaco, cipó-cruzeiro, cipó pente de macaco, escova de macaco.

Características e utilizações: Trepadeira brasileira também conhecida por seus frutos cobertos por pequenos espinhos, quando secos. Pode ser cultivada como arbusto, recebendo podas de formação. A casca de seus frutos é usada em diversos artesanatos.

Taboa (Typha domingensis)

Variações: itaboa, paineira-de-brejo, capim-de-esteira, paina, paina-de-flecha, paineira-de-flecha, pau-de-lagoa, taboinha, tabu, entre outros.

Características e utilizações: Planta aquática, perene e ereta, de tamanho que pode variar de dois a quatro metros de altura. Floresce de julho a agosto. A parte superior da espiga é composta de flores masculinas, que caem; já a inferior, cor de chocolate ou ocre, é das femininas. O fruto apresenta plumas. Comum em todo o Brasil, presente em regiões de lagoas, brejos, solos arenosos ou argilosos. A taboa, quando jovem, é uma planta inteiramente comestível. Funciona como abrigo para muitas espécies de roedores e aves. Utilizada como matéria-prima para tramas em todo o país, sua fibra é excelente para a vedação contra água – pois incha – e como isolante térmico.

Taquara (Merostachys multiramea)

Variações: São gêneros distintos a taquara-poca e o taquaru-çu.

Características: Do Tupi Guarani ta-quara – o trono ou haste furada. Planta da família das gramíneas que alcança grande altura. A taquara é uma espécie de bambu que floresce a cada período entre 31 e 33 anos. Após a floração, todos os colmos da taquara morrem e geram várias clareiras de tamanhos diferentes no interior das matas. Novas taquaras germinam nestas clareiras a partir das sementes esparramadas e inicia-se o novo ciclo da planta. Após a extração de uma árvore na Mata Atlântica, a entrada de luz permite à taquara se propagar rapidamente e colonizar rapidamente a área, impedindo a regeneração da floresta.

Sites de instituições com acervos de cestaria:
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